Marcos Oyan e Sérgio Ortiz da atual diretoria. (Arquivo).

 

Carlos Negrisoli que foi afastado da presidência do Sindicato dos Comerciários de Botucatu no ano passado teve o seu recurso julgado em segunda instância  nesta semana quando se deu ganho de causa para à atual diretoria.

Em 2016 o ex-presidente foi desligado do sindicato depois de membros da sua diretoria alegarem que ele não se enquadrava mais como comerciário, pois estava registrado em uma empresa em nome da família, somente para justificar que ainda pertenceria à profissão.

Segundo o advogado do sindicato, Luiz Gustavo Branco, em julgamento ocorrido na terça-feira (11), o Tribunal Regional do Trabalho não atendeu o recurso apresentado pelo ex-presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Botucatu.

"Com isso, a decisão de primeira instância que atestou o seu desenquadramento profissional e o afastou de suas funções foi ratificada. Ficou demonstrado que a atual diretoria, presidida por Sérgio Ortiz, agiu em estreita observância às normas estatutárias e em respeito à categoria dos comerciários", divulgou em nota.

Segundo o advogado, "o ex-presidente foi condenado, ainda, pelo Tribunal, ao pagamento dos honorários advocatícios, em razão de ser sucumbente na demanda".

O advogado de Negrisoli, Leandro Fadel disse ao site Agência14News que após o Tribunal manter a sentença, antes proferida em primeira instância, vai analisar o caso somente depois da decisão sair publicada.

Caberia um recurso para Brasília. Nessa instância não seria mais discutido o fato de Negrisoli não ser mais comerciário e sim se houve alguma lei vigente que foi descumprida durante todos os atos, pois documentalmente estaria comprovado que o ex-presidente não pertencia mais à categoria sendo que estava registrado em uma empresa sem movimentação.

O ex-presidente não foi localizado pela reportagem para falar da decisão.

Hoje o atual presidente é Sérgio Ortiz. No momento do afastamento de Negrisoli o presidente escolhido interinamente foi Marcos Oyan. Hoje ele continua fazendo parte da diretoria.

Durante a cassação do ex-presidente, a diretoria trocou as fechaduras da sede do sindicato para que Negrisoli não tivesse mais acesso ao local por meio próprio.

Em assembleia realizada dias depois houve protesto a favor de Negrisoli com carro de som na portaria, ato apoiado pelo Sindicato dos Metalúrgicos e também por alguns trabalhadores. Seguranças e a Guarda Municipal estiveram no local para evitar maior confusão.

Depois dessa fase, houve acordo de um reajuste salarial com o setor patronal que os empregados esperavam há mais de um ano.

 

 

(Do Agência14News)

 

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