Nesta sexta-feira (14), a Polícia Militar de Avaré atendeu a uma ocorrência de maus-tratos e cárcere privado, de uma criança de 9 anos, no bairro Vila Serena.

De acordo com as informações, a equipe policial foi chamada até uma residência que estava trancada trancada, onde não existe portão na parte da frente e uma janela escorada com um pedaço de madeira impedindo a abertura. Ao se aproximarem, perceberam um pequeno espaço com uma criança olhando.

A equipe abriu a janela pelo lado de fora e fez contato com o menor onde informou que sua mãe, de 29 anos, havia ido trabalhar e o deixado trancado dentro do quarto, travando a janela pelo lado de fora para evitar que o mesmo saísse.

O quarto estava todo revirado, havia alguns brinquedos e apenas um cobertor e um travesseiro no chão para criança deitar, além de uma garrafa com um pouco de água e migalhos de pão espalhados pelo chão. Os policiais também perceberam um recipiente transparente com urina onde o mesmo informou que utilizava para fazer suas necessidades.

Na residência não tinha energia e a criança estava no escuro. Com aajuda de uma cadeira que estava no quarto, ela conseguiu sair pela janela e acionou o Conselho Tutelar.

A conselheira constatou que a criança estava com vários hematomas pelo corpo. Ao ser questinada, alegou ter apanhado de sua genitora,  informando ainda que ficaa trancado na casa constantemente, quando a mão saía para trabalhar e que já fazia dois dias que estava sozinho no imóvel.

Logo em seguida, a mãe chegou no local onde foi questionada da situação da criança e alegou que precisava trabalhar e não tinha com quem ficasse com seu filho, por isso deixou o mesmo trancado. Informou ainda que a chave da porta do quarto estava em seu guarda-roupa dentro de uma gaveta.

Diante dos fatos as partes foram conduzidas ao plantão policial onde a delegada de plantão tomou ciência dos fatos ratificou a voz de prisão e elaborou o Boletim de Ocorrência de natureza de abandono de incapaz e maus-tratos consumado.

Foi estipulado fiança no valor de R$ 1 mil, que até o momento não foi paga. Foi solicitado que o menor passasse por exames no Instituto Médico Legal, permanecendo aos cuidados do Conselho Tutelar.⁠⁠⁠⁠


Fonte: Agencia14news

 

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